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riscos_e_rabiscos

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Banco alimentar - ajudar quem precisa.

 

Hoje o Banco Alimentar encontra-se em muitas superfícies do nosso país para recolher alimentos.
Quem me lê, sabe das dificuldades em que me encontro mas ainda há pessoas que estão piores do que eu.
Como fui ao PD comprar pão e o meu almoço, aproveitei para dar a minha contribuição. Com o dinheiro do meu café, comprei um pacote de massa e uma lata de grão. 
Foi uma contribuição modesta mas foi a que pude dar. Se todos nós contribuirmos nem que seja só com uma coisinha, algo no valor de 50 cêntimos ou até um euro, talvez não faça grande mossa nos orçamentos familiares e estamos a ajudar outros.
Quem sabe se não seremos nós amanhã a precisar? Fiquei com o coração sereno e a consciência tranquila.

 

Ai Que Enjoo...!

 

 

Um dos inconvenientes desta época festiva são as comezainas, o excesso de comida, e os doces com fartura. (E os quilos a mais, e os "diabretes" aos saltos e o "castrol" a acumular-se nas nossas autoestradas internas).

 

Não é que eu tenha abusado na comida ou nos doces. Não. Só ataquei os "meus inimigos nº 1" no fim-de-semana. Mas só o facto de ter feito a comida para o jantar de Natal (e ter de a comer durante não sei quantas refeições), ver doces, docinhos e docecos espalhados por todo o lado, sempre que vou às compras, ou as promoções das carnes, peixes e mariscos por todo o lado, "encheram-me" a barriga para um ano! Blergh!

 

O que é certo é que desde anteontem que nem posso ver carne à frente. Só tenho vontade de fugir a sete pés. De tal maneira, que ando só a legumes e verduras e fruta. É que o meu organismo até me pediu de joelhos e mandou uma SMS para o meu telemóvel a pedir que não comesse espécies animais, só vegetais. Tem sido um enjoo...! Até fiquei doentinha da barriguinha. Chuif!

 

Mas como um pesadelo nunca vem só. O segundo já vem a caminho: o jantar de Passagem de Ano! Oh my God! Só de pensar nisso até me está a dar duas coisinhas más, no mínimo! É que não é só o fazer, não, é andar a pensar o que fazer com a "matéria-prima", ver receitas, consultar livros e preparar a coisa. O que vale é que eu até gosto destas coisas senão eu acho que já tinha emigrado para o Burkina Faso ou para a Gronelândia. Jamais para a pinguinolândia...!

 

Bom, caros amigos e amigas, para me pouparem a alguns enjoos, que tal sugerirem uns pratinhos para o meu jantar acompanhados das respectivas receitinhas? Aceitam-se para cordeiro de leite e bacalhau. Ah, e se houver por aí alguma receitinha de docinhos que queiram partilhar... os gulosas (eu não sou pouco!) cá de casa agradecem... {#emotions_dlg.sarcastic}

Desolada...

Lembram-se do cãozinho que acolhi da rua? Pois é. Não posso ficar mais tempo com ele e não consigo arranjar um dono para ele ou alguma associação que o aceite.

 

Já telefonei para algumas associações de animais e a resposta é sempre a mesma "estamos completamente cheios, não podemos aceitar mais animais". As pessoas com quem falei aproveitam sempre para desabafar alguma situação recente.

 

Compreendo perfeitamente que as associações estejam a abarrotar de animais pois a quantidade de animais abandonados é gritante. Inclusivamente há pessoas que têm a coragem de mandar os animais através dos muros!

 

Depois começo a pensar como é que as associações de animais conseguem aguentar-se com tantos encargos às costas. Sim porque os animais têm de comer, fazer a sua higiene e serem tratados das suas maleitas.

 

Não era nada mal pensade se cada um de nós contribuisse com qualquer coisinha para uma associação que nós conheçamos ou esteja perto de nós. Com cerca de 1 ou 2 euros podemos comprar ração seca ou húmida, detergente, arroz, etc. Se calhar até podemos dispensar este 1 ou 2 euros dos nosso orçamento, por exemplo, bebendo menos dois cafés e fazer uma acção de caridade para com os bichinhos. Eles agradecem muito e nunca se esquecem de quem é amigo deles.

 

Pensem nisso!

 

 

 

Revezes Da Vida

         

 

Quando pensamos que a nossa vida está a voltar a entrar nos eixos, eis que um diabinho nos vem soprar ao ouvido que vamos dar uma queda valente. E assim foi.

 

No momento em que parecia que a minha vida maluca sem tempo para nada ia começar a acalmar, volta tudo ao mesmo ponto de partida.

 

Fim-de-semana prolongado, uma esperança de poder descansar um pouco para retemperar forças. O que aconteceu até certo ponto.

Domingo de manhã telefona-me o meu irmão a dizer que a minha mãe está com sintomas de virose e não saía da casa de banho. Fiquei logo preocupada. Aconselhei uma série de medidas que duvido que ela as tenha seguido.

 

À noite a coisa agudizou-se de tal maneira, que teve de ir para o hospital. Algumas duas horas a soro, realização de análises e regresso a casa às cinco e meia da manhã com a receita da medicação e uma dieta rigorosíssima.

 

No dia seguinte, debaixo de uma chuvada valente, procurei a farmácia de serviço mais próxima para aviar a medicação e atacar imediatamente a virose. Passei a tarde a fazer compras e a fazer a comida prescrita na dieta. Cheguei à noite arrasada física e psicologicamente.

 

Voltou tudo ao princípio: tratar da casa, da minha mãe, das comidas para o meu pai, irmão e cão, verificar se ela come e se toma a medicação. Tempo para preparar as minhas aulas? Não existe. Estão completamente descuradas e não tarda nada estou a ser chamada à atenção.

 

Preocupa-me imenso ela não fazer um esforço para comer. Preparei-lhe tudo e mais alguma coisa que ela podia comer. Depois que os nossos pais chegam a uma determinada idade, tornam-se crianças e só fazem o que querem. É o que se passa com a minha mãe que tem um génio do caraças! Teimosaaa…!

 

Preocupa-me ainda o facto de ela ter que ficar sozinha em casa – não posso baldar-me ao trabalho senão sou dispensada – e de nem sequer acender a TV para ver as novelas e os programas brasileiros que ela tanto gosta. Está a entregar-se completamente à virose, a este desânimo. Não está a lutar contra nem a reagir.

 

Que posso eu fazer mais? Ando de rastos. Farto-me de trabalhar aqui em casa mas nada é para a escola. Chego à noite sem alento nenhum para o que quer que seja a não ser arrumar ou fazer comida.

É é claro que, como ando preocupadíssima, só tenho pesadelos, não consigo ter um sono descansado…

 

Estou mesmo a ver que se ela não melhorar, vou ter de a levar de novo ao hospital e ser internada. Se ela cai na fraqueza, então, é que é o fim de tudo.

 

Só vos digo que os meus nervos andam na última nem consigo comer. Como qualquer coisita para não dizer que não como e lá sigo eu de mala às costas para a escola.

 

O Padrinho: Terror À Espreita.

 

Isto de começar um domingo com uma grande moca de anti-histamínico e com uma notícia aterradora a pairar sobre a minha cabeça, tem muito que se lhe diga.

 

But first things first. Naquela semana dos feriados, tive o meu padrinho octogenário (mas em melhor estado do que eu, diga-se em abono da verdade) na minha casa a passar umas “mini-férias”.

Hoje, quando cheguei a casa da minha mãe para almoçar, ela diz-me que “parece que o tio - que é o meu padrinho – quer vir com o N. para cima no dia 15”. Eu e o N. estarrecemos, congelámos e já nem a comida nos caiu lá muito bem.

A nossa mente começou a visualizar as nossas férias estragadas pela estadia do meu padrinho. Pusemos os neurónios a funcionar a full power para arranjar desculpas e subterfúgios, para a eventualidade de recebermos um telefonema do meu padrinho a dizer para o N. o ir buscar porque vinha para Lisboa.

 

Não é por nada, mas aqueles preciosos feriados em que eu estava atafulhada de testes, preparações de festas de final de ano, relatórios de avaliação, etc., mais pareceram dias no inferno. E não fiz nada, o que significou trabalhar a dobrar nas semanas seguintes.

Mas isto nem foi o pior!

 

Imaginem lá terem de madrugar para fazer e dar  pequeno-almoço ao padrinho, pois apesar de eu deixar tudo prontinho em cima da mesa, ele sentava-se na cadeira à espera que lhe fizesse o café com leite e a torrada do pão que ele por acaso até nem gostava… pouco!

 

Depois era a cegada do almoço. Não gostava disto, nem daquilo. E até comia poucochinho, dizia ele. Quando a comida lhe agradava, enfardava bem. Quando eu lhe perguntava se não queria mais, a resposta era sempre “mai nada!” mas a seguir atestava com mais um quilo de fruta. Lol!

 

Jamais me esquecerei do som da prótese dentária: Clac! Clac! Clac! E dos “grunfs” a comer e muito menos da tosse fingida para disfarçar o soltar dos prisioneiros, que é como quem diz dos gases intestinais.

 

Até o meu cão, o Pimentinha, sofreu “ataques de festas” mais conhecidos por pancadas na cabeça e esfreganço de solas de chinelos no pêlo. O pobre bicho até já fugia do meu padrinho, mais conhecido por… Lorde Ganéche! É tão Lorde, tão Lorde que nem se mexe! Humpf!

 

Mas os piores episódios, foram os seguintes: um dia descobri que ele andava a fazer a barba com o meu sabonete de lavar as partes íntimas. Pois…

Dei a extrema-unção ao sabonete, arranjei-lhe um caixãozito e enterrei-o no caixote do lixo mais próximo. Isto permaneceu no segredo dos deuses, ou seja, entre mim e o N., até hoje.

 

Para despedida, resolveu que ao almoço queria carapaus fritos. Corri todos os supermercados à procura e nicles. Resolvi levar sardinhas. Arrisquei mesmo. Ah, e um pepino. Isto era o mais importante de tudo.

Fomos assar as sardinhas e perguntámos-lhe quantas comia. Respondeu que comia algumas 50. Assámos imensas sardinhas. Em suma, comeu 2 ou 3 e nós tivemos que morfar as outras de empreitada. O pepino?! O meu padrinho comeu-o inteiro juntamente com tomate que dava para alguns 50 e uma alfacezinha, que era só para dar cor.

Ufa! Só de me lembrar até já fiquei cansada!

 

Em resumo, a sensação que tenho é de que não fiz mais nada nesses dias senão fazer comida e dar de comer. Argh!

 

Só a Mim!

 

Mais uma aventura na cozinha se segue! Eu não como muito e nem o posso fazer mas também não posso simplesmente deixar de comer. Acho eu.

 

Na sexta-feira, morta de cansaço e de fome, devido ao trabalho extra que, diga-se de passagem, tem sido muito cansativo, mando as crianças descer para o refeitório para irem almoçar.

Respirei fundo, fui lavar as mãos, tratar de alguns assuntos pendentes e dirigi-me ao refeitório para ir buscar o meu almoço e refugiar-me na sala dos profes a almoçar.

Não é que não goste da companhia dos miúdos, mas também gosto de trocar impressões com os meus colegas e descansar um pouco a cabeça.

 

Tirei um tabuleiro, serviram-me um prato de comida - peru assado com fusili e eu odeio peru! Argh! - e como percebi logo que não era capaz de comer, queria uma tacinha de sopa.

Ancei a cirandar para trás e para a frente porque não consegui obter uma tacinha. Primeiro, porque não estava ninguém do outro lado do balcão para me dar uma; segund,o porque não se pode entrar na cozinha senão somos esquartejadas pela cozinheira; terceiro, as taças ficam escondidas atrás dos tabuleiros e da panela da sopa a ferver, o que torna impossível alcançá-las.

 

Como se estava a revelar uma missão impossível, resolvi pedir auxílio. Sabem a quem? À bruxa, quer dizer à cozinheira!

Toda delicodoce, perguntei à bruxa se me poderia dar uma tacinha.

é claro que levei logo com uma resposta torta a dizer que "não podia porque... blá, blá, blá". O resto eu não percebi pois ela virou-me as cosatas com medo que alguma tacinha lhe saltasse para as mãos e assim ma tivesse de entregar. Continuou a resmungar afocinhada no lava-loiças. O que vale é que chegou a S. para salvar a minha hora de almoço.

 

Resumindo: o meu almoço foi sopa e meia dúzia de fusilis. A maio da trade, durante as aulas, tinha o estômago num roncar escandaloso.

 

Se fossem vocês o que fariam?

 

 

Gajas Oferecidas

Chegamos a casa e elas estão sossegadas no seu canto a mirar-nos sub-repticiamente.

Nós temos consciência do seu apelo, de que estamos a ser observadas ao pormenor.

 

Passamos por elas mas ignoramos. O seu convite é escandalosamente explícito. Mas nós nem de soslaio permitimos uma troca de olhares.

 

Sentimos o seu calor e a sua voz a soprar-nos ao ouvido “come-me”. Paramos, pensamos duas vezes, sacudimos a cabeça e prosseguimos com a nossa vida.

 

A nossa memória relembra-nos o quanto elas são doces, meigas, deliciosas. Começa a passar-nos pela cabeça se devíamos aceitar o seu convite. Sentimo-nos entre a espada e a parede: manter-nos na nossa ou alinhar na delas?

 

Aquele cheiro peculiar que nos enlouquece, o seu toque suavemente doce que faz as nossas papilas gustativas vibrar. Começamos a ceder, a não conseguir resistir…

 

O apelo torna-se cada vez mais intenso. Já não nos sai da cabeça aquelas palavras “come-me”, lambe-me”, “quero sentir o toque da tua boca”.

 

E é então que perdemos completamente a cabeça e decidimos avançar. Vamos de cabeça!

Esquecemos tudo por uns momentos, metemo-las à boca e saboreamo-las com uma intensidade orgásmica.

Atacamos o pacote com toda a força e vontade e tentamos dizimá-las de uma só vez.

 

Malditas bolachas! Só gostava de saber quem é que inventou estas marias… ainda por cima minis! Nem é preciso trincar, é só enfiar na boca! Como se isto não bastasse, ainda colocaram chocolate no fundinho das bolachas. Isto faz-se?! E ainda por cima têm um pacotinho portátil. É muita maldade junta, oh se é!!!

 

Acho que vou processar os gajos cujos preços são mini e que vendem estas gajas!

 

                         

 

System Overload

  

 

 

Preparei meticulosamente umas perninhas de frango no forno para o jantar. Tinha estado na conversa com a minha amiga C., a trocar ideias de como confeccionar as ditas e tanto as ideias como as papilas gustativas estavam aos saltos só de pensar no repasto.

 

Depois de muito bem temperadinhas, foram dar uma voltinha até ao forno. Enquanto o jantar se ultimava, aproveitámos para dar banhoca ao Pimentinha que tinha o pêlo cheio de pó e com um cheiro meio esquisito.

Começam as perninhas de frango a exalar o cheiro típico de algo que está a ser assado no forno. E foi aí que tudo começou.

 

De tarde, eu tinha sentido uma má-disposição que acalmou um pouco após um chá de cidreira. Mas quando chegou a hora de tirar as pernas de frango do forno e ir degustá-las, eis que se me dá um nó no estômago e uma sensação de náusea semi-presente.

 

Vi logo que, com muita pena minha, aquele não seria o meu jantar. Aquelas pernocas gordinhas e bem temperadinhas e que me tinham dado tanta água na boca. Comecei a arrancar pedacinhos de pão e a comê-los para me esquecer da náusea e acalmar o estômago. Mas afinal que iria eu jantar? Tinha de ser algo sem cheiro, ou pelo menos que o meu olfacto não ficasse afectado. Optei por uma sopa de feijão verde que estava deliciosa.

 

Acabámos de jantar e fui arrumar a cozinha. Todos os cheiros me estavam a fazer mal. De tal forma, que nem sequer fiz um café para mim com receio de nem sequer o conseguir engolir.

Depois de lavar a loiça, com ou sem luvas, tenho o estúpido hábito de ir lavar as mãos à casa de banho. Pois até o cheiro do gel de lavar as mãos me afectou. Voltei a ir lavar as mãos, mas desta vez com o meu gel de banho de framboesa. Quando ando assim com estes sintomas, a fruta acaba por me aliviar de certa forma. E até o gel me aliviou.

 

Talvez até tenha explicação para isto: isto acontece-me quando estou naqueles dias especiais mensais ou quando o meu organismo me começa a mandar alertas de que eu já ultrapassei o limite aceitável de abusos. E desta vez eu acho que é isso mesmo. Os nervos têm-me levado a cometer grandes atrocidades que o meu estômago não suporta. Se eu já sou mais esquisita que eu sei lá o quê com os cheiros, agora imaginem quando o organismo está a fazer tilt, quando tem os red alerts todos a apitar….!!!

 

Bom, está provado e comprovado que não posso sair da linha. Não posso descarrilar senão o meu organismo zanga-se comigo e manda tudo de volta!

Lá vou eu voltar a ser uma menina bem comportada.